- Nos primórdios da
teledramaturgia brasileira, eram produzidas novelas
diárias de 15 minutos. O script era escrito e
entregue no mesmo dia. Com isto, a capacidade de
improvisação dos atores e da equipe
técnica era testada a cada momento.
- No Chile a falta de recursos
económicos da Universidade Católica de
Televisão não permitía levar o
equipamento técnico para gravaçoes
externas. Eu quería fazer escenas de exteriores
nos meus programas de dramaturgia por tanto usava cinema
de 16 milímetros e dava um tratamento estilo
nouvelle vague, ou seja, a ação era
valorizada por texto off, sem perder a lógica da
narrativa. Esta mistura de sistemas deixava muito a
desejar por não serem compativeis as
imágens de cinema e as de vídeo.
- Com as dificuldades na
época da produção de "Helena",
só era possível gravar nos estúdios
aos sábados e domingos. Disponibilidade para
gravações externas? Nenhuma!!!
- Com o orçamento sempre
apertado, muitas vezes era preciso reutilizar as cidades
cenográficas em outras produções. A
novela "A Moreninha" foi gravada em
locações de "Saramandaia".
- Em 1973 fui convidado para
interpretar o papel de um argentino em nove
capítulos da novela "CARINHOSO". Santiago, o meu
personagem teve tal sucesso que ficou em cena por mais de
200 capítulos.
- Escrava Isaura, a novela
brasileira mais vendida no mundo, foi feita com uma atriz
totalmente desconhecida na época (Lucélia
Santos). A projeção alcançada por
Lucélia e Rubens de Falco, entre outros, foi de
tal ordem que os atores foram convidados a trabalhar em
filmes e novelas de outros países.
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