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Comecei minha carreira de diretor produzindo um musical intitulado "UMA PRODUÇÃO MUSICAL DE HERVAL ROSSANO". Não me foi difícil pois cantores de alto nível como Elizeth Cardoso e Altemar Dutra atendiam não somente ao meu convite como aos de minha namoradinha daquela época, a cantora Silvinha Telles, que muito me ajudava na produção. A dramaturgia me atraía e fiz alguns teleteatros que foram felicitados por sua realização, mas não seguiram adiante devido à falta de dinheiro para produzir decentemente, o que levava os profissionais com alguma ambição artística a deixar a querida TV Tupi do Rio de Janeiro. As dificuldades pelas quais passava a TV Tupi, cuja grande programação era calcada nos programas musicais e humorísticos, me levou à TV Rio. Fui para lá sempre almejando a dramaturgia, mas não era de interesse da emissora competir com a grande produtora de novelas: A TV Excelsior. Casado com uma chilena e pai de três filhos pequenos, perseguido por minha ideologia política, sem estar fazendo o que pretendia, decidi ir viver no Chile. Durante cinco anos lá estive, me realizando como um dos diretores de programas do Departamento de Televisão da Universidade Catolica de Chile. Alí fiz programas como "Antología del Cuento", "El Teatro del Cuento Calaf" e entre muitos outros, "El Litre" em que se me permitiu continuar con a obra iniciada pelo mestre Hugo Miller, ao lado de Alicia Santaella, Jorge Yañez e Sonia Viveros. E tive a oportunidade de aprender de Hugo Miller, Rafael Benavente, Raúl Ruiz, Nestor Castagno, Regis Bartizaghi, Nelson Villagra, Paz Irarrázabal, Shenda Román, Pepe Guixé, Marcelo Romo, Silvia Santelices, Marcelo Gaete e todos aqueles grandes mêstres da televisão chilena cuja historia não poderá ser contada sem menciona-los. O difícil relacionamento no
casamento e as saudades do Brasil, me fizeram retornar ao
Rio de Janeiro e partir do zero. Fui convidado a atuar na
novela "PIGMALIÃO 70". Como atuar não era o
que eu realmente queria, resolvi aprender a arte da
"edição", enquanto esperava uma oportunidade.
Ainda como ator, participei de "Cuca Legal" e "Fogo sobre
Terra" cujo personagem, embora tenha sofrido sérios
cortes por parte da censura, me deu bastante prazer em
interpretar. Os ideais de liberdade foram abordados em "Escrava Isaura"; a luta pela sobrevivência em "O Feijão e o Sonho", e o retrato da típica família brasileira em "Vejo a Lua no Céu". A Ilha de Paquetá encantou ainda mais a belíssima "A Moreninha", de Joaquim Manuel de Macedo. E é claro que não posso me esquecer de mencionar os momentos de coragem e alegria exibidos em novelas como "À Sombra dos Laranjais" e "Dona Xepa".
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